quinta-feira, 8 de outubro de 2009

A dor causada pela fibromialgia não está apenas na cabeça dos pacientes


Fonte: Arthritis & Rheumatism, 06/06/02




Um novo estudo confirma cientificamente que pessoas com fibromialgia realmente sentem dor intensa. Os sinais de dor em seus cérebros foram medidos a partir de uma leve pressão de um dedo que seria apenas desagradável em pessoas que não têm a doença. A força da pressão deve ser dobrada para que pessoas saudáveis sintam o mesmo nível da dor - e esses sinais de dor aparecem em diferentes áreas do cérebro.



Os resultados, publicados na edição de junho da Arthritis & Rheumatism, podem oferecer o indício das origens físicas da fibromialgia que muitos médicos têm procurado. Isso também pode abrir as portas para uma pesquisa futura sobre as causas ainda desconhecidas da doença, que afeta mais de 2% dos americanos, principalmente as mulheres.



Para correlacionar a sensação de dor subjetiva dos sinais cerebrais, os pesquisadores utilizaram uma forma super-rápida de visualização cerebral MRI, chamada MRI ou fMRI funcional, em 16 pacientes com fibromialgia e 16 indivíduos sem a doença. Como resultado, o estudo oferece o primeiro método objetivo para confirmar o que os pacientes com fibromialgia relatam sentir, e o que acontece em seus cérebros no preciso momento no qual eles a sentem, dando aos pesquisadores um mapa das áreas do cérebro que são mais - ou menos - ativas quando os pacientes sentem a dor.



A fibromialgia é uma doença crônica, diagnosticável e específica, caracterizada por sensibilidade e rigidez por todo o corpo, assim como fadiga, dores de cabeça, problemas gastrointestinais e depressão. Muitos pacientes com a doença dizem que ela interfere no trabalho, na família e na vida pessoal. Estatísticas mostram que as mulheres são mais afetadas, e que isto ocorre geralmente durante os períodos de gravidez.



No estudo, os pacientes com fibromialgia e os indivíduos saudáveis do grupo de controle tiveram seus cérebros escaneados por mais de 10 minutos, enquanto um pequeno dispositivo controlado por pistão aplicava uma pressão pulsante na base de suas unhas do polegar esquerdo. As pressões variaram conforme o tempo, utilizando níveis dolorosos e não-dolorosos que foram ajustados para cada paciente antes do escaner.



Os pesquisadores descobriram que foi necessária apenas uma leve pressão para que os pacientes com fibromialgia produzissem as dores relatadas, enquanto que os indivíduos do grupo de controle toleraram a mesma pressão com pouca dor.



"A mesma pressão suave também produziu respostas cerebrais mensuráveis nas áreas que processam a sensação de dor nos pacientes", disse o Dr. Daniel Clauw, um dos principais autores do estudo. "Contudo, os mesmos tipo de respostas cerebrais não foram vistos nos indivíduos do controle até que a pressão em seu polegar fosse mais do que dobrada".



Os pacientes que sentem dor com a leve pressão tiveram uma maior atividade em 12 áreas do cérebro, enquanto os indivíduos do controle que sentem a mesma pressão tiveram ativação em apenas duas áreas. Essa resposta sugere que os pacientes tiveram uma resposta maior à dor em algumas regiões do cérebro, e uma menor resposta em outras, disse o Dr. Clauws.



Retirado de: http://www.emedix.com.br



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